A gestão de resíduos em condomínios está ganhando espaço na agenda do setor. No último mês, mostramos como o ESG cresceu na gestão condominial, reunindo iniciativas relacionadas ao meio ambiente, à responsabilidade social e às boas práticas de gestão.

Nesse contexto, um desses pilares ganha um olhar mais específico: a gestão de resíduos nos condomínios.

Recentemente, durante a São Paulo Climate Week 2026, realizada em agosto, o tema ganhou espaço em uma programação voltada a síndicos, administradoras e gestores condominiais.

O Secovi-SP promoveu um encontro para discutir o papel dos condomínios na agenda climática e apresentar caminhos para reduzir impactos ambientais e fortalecer práticas de economia circular. Além disso, a programação marcou o lançamento do Guia de Gestão de Resíduos em Condomínios, que busca apoiar a implantação dessas ações na rotina dos empreendimentos.

Um guia para levar a sustentabilidade à prática

Nesse sentido, um dos destaques da iniciativa foi transformar um assunto amplo em orientações aplicáveis à rotina condominial.

O Guia de Gestão de Resíduos em Condomínios organiza o processo em cinco etapas: compreender, organizar, implantar, engajar e evoluir.

Na prática, o material aborda desde a identificação dos diferentes tipos de resíduos até diagnóstico, planejamento, estrutura física, coleta seletiva e orientação de moradores e funcionários.

Além disso, o guia disponibiliza materiais de apoio e comunicação para auxiliar os condomínios na implantação das práticas.

O síndico tem um papel importante nesse processo

O condomínio reúne dezenas ou até centenas de pessoas produzindo resíduos diariamente. Por isso, transformar hábitos individuais em um processo coletivo exige planejamento e comunicação.

Para começar, a gestão pode entender como funciona a coleta disponível no município e avaliar a estrutura atual do condomínio. A partir disso, algumas perguntas ajudam nesse diagnóstico:

Algumas perguntas ajudam nesse diagnóstico:

  • Como os moradores descartam os resíduos atualmente?
  • Existem espaços adequados para separação e armazenamento?
  • Os recipientes estão identificados de maneira clara?
  • Os moradores sabem quais materiais devem ser separados?
  • Quais são os dias e horários da coleta?
  • Existe coleta seletiva disponível na região?
  • Para onde os materiais recicláveis são encaminhados?

Assim, responder a essas perguntas permite identificar onde estão as principais dificuldades antes de implementar mudanças.

Gestão de resíduos também é gestão condominial

Diante desse cenário, a discussão durante a São Paulo Climate Week reforça um movimento importante: a agenda ESG começa a chegar à operação cotidiana dos condomínios.

Para o síndico, portanto, isso significa olhar para sustentabilidade não apenas como uma pauta ambiental, mas também como parte da organização e do planejamento do empreendimento.

Dessa forma, separar corretamente, criar processos claros, orientar moradores e funcionários e acompanhar a destinação são medidas que ajudam a transformar objetivos ambientais em práticas reais.

Mais do que aderir a uma tendência, o movimento mostra como questões ambientais estão entrando gradualmente na rotina administrativa dos condomínios.

Fontes
Secovi-SP — São Paulo Climate Week 2026 e gestão de resíduos em condomínios
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico — Norma de Referência nº 7/2024
Ministério das Cidades — Roteiro para Planejamento e Implementação da Coleta Seletiva
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